“Eu era estrangeiro e me acolhestes” (Mt 25, 35)
A acolhida constitui uma das expressões mais concretas da vivência cristã. Desde os primeiros tempos da Igreja, os discípulos de Cristo compreenderam que evangelizar também significa aproximar-se das pessoas com espírito fraterno. Acolher é uma atitude profundamente evangélica, capaz de tornar visível a presença de Cristo no meio do seu povo.
No contexto do mês mariano, a Igreja contempla a Virgem Maria como modelo de disponibilidade, serviço e escuta. Os Evangelhos apresentam Maria como aquela que soube acolher a vontade de Deus com humildade e fidelidade, permanecendo atenta às necessidades dos irmãos. Para o agente da pastoral, acolher como Maria significa ter essa mesma abertura de coração, transformando cada encontro em um gesto de disponibilidade.
É nesse horizonte que se insere a missão da Pastoral da Acolhida. Sua atividade não se reduz à recepção dos fiéis, mas manifesta um verdadeiro ministério de proximidade, cuidado e atenção para com cada pessoa que chega à comunidade. Um olhar, uma saudação e uma atitude de disponibilidade tornam-se sinais concretos de Cristo.
Os testemunhos daqueles que vivem essa missão revelam a profundidade presente nesse serviço pastoral. Daniela de Oliveira afirma:
“A Pastoral da Acolhida é uma ação do amor de Deus expressada por meio de seus filhos que abrem as portas das igrejas para receber seus irmãos em Cristo. Para mim, ser dessa pastoral significa acolher cada pessoa com carinho, respeito e dignidade. Através da acolhida podemos manifestar o abraço e a misericórdia de Deus para com seus filhos e dizer: ‘Venha, aqui tem um lugar para você, seja bem-vindo!’”
Também Danila Célia Dutra partilha sua experiência:
“Ser da Pastoral da Acolhida, para mim, é maravilhoso. Sinto que estou servindo não somente à pastoral, mas, primeiramente, a Deus. Quando entrei para a Pastoral da Acolhida, senti que foi um chamado íntimo de Deus falando ao meu coração. Não pensei duas vezes e já disse ‘sim’ a Deus. Sinto-me muito feliz em receber cada fiel nas Santas Missas. Fazemos amizades, conhecemos pessoas novas e até sentimos falta de alguns fiéis quando não participam da celebração. Amo fazer parte da Pastoral da Acolhida.”
Seguir os passos de Cristo implica desenvolver uma espiritualidade do encontro. Como destaca Maria de Lourdes Gomes Conde:
Para mim e gratificante ser da Pastoral da Acolhida. Quando me fizeram o convite êxitei mas hoje posso dizer que amo acolher, a Pastoral Acolhida é uma família que se apoia uma nas outras. Acolher as pessoas com um Bom, Boa Tarde e Boa Noite e muito bom e me sinto bem, sinto que estou recebendo Jesus nas pessoas.
Nesse sentido, percebe-se que a Pastoral da Acolhida contribui significativamente para que as comunidades eclesiais sejam ambientes de fraternidade, participação e comunhão. Afirma Maria da Conceição de Oliveira: “Ficar na acolhida é ‘coisa’ de Deus!”.
Neste mês dedicado à Virgem Maria, renova-se também o convite para que “nossas comunidades cultivem uma acolhida cada vez mais humana, respeitosa e evangelizadora”, como destaca Daniel de Oliveira Rodrigues. Que cada pessoa que chega à Igreja possa sentir-se verdadeiramente acolhida e reconhecida como parte da família de Deus.
Que Maria, Mãe da Igreja, interceda por todos os agentes da Pastoral da Acolhida e fortaleça esse serviço tão necessário para a missão evangelizadora e para a vida comunitária de nossas comunidades.
Referência
PANDOLFI, Padre Antonio Luiz Pazolini. Pastoral da Acolhida e da Visitação. Aracruz, ES: Paróquia São João Batista – Diocese de Colatina.
Texto – Sem. Rivaldo Luiz Norival Domiciano;
Apoio – Lurdinha, coordenadora paroquial da Pastoral da Acolhida.