No último domingo de agosto, a Igreja no Brasil celebra o Dia Nacional dos Catequistas. Em 2026, a data será comemorada em 30 de agosto, encerrando o Mês Vocacional com uma homenagem aos homens e mulheres que se dedicam à transmissão da fé nas comunidades.
A catequese está presente em diferentes momentos da vida cristã. Ela acompanha crianças, adolescentes, jovens e adultos, ajuda na preparação para os sacramentos e favorece o encontro pessoal com Jesus Cristo. Por trás desse trabalho encontram-se catequistas que oferecem tempo, conhecimento e, sobretudo, testemunho de vida.
O catequista não é apenas alguém que ensina conteúdos religiosos. Sua missão é ajudar outras pessoas a conhecerem Jesus, compreenderem a fé da Igreja e aprenderem a viver como discípulos dentro da comunidade.
O próprio significado da palavra catequese está relacionado ao ato de fazer a Palavra de Deus ressoar. O catequista recebe essa Palavra, procura vivê-la e a transmite de forma acessível às pessoas que lhe foram confiadas.
É uma missão que nasce do Batismo e se desenvolve na vida comunitária. Muitos catequistas descobriram essa vocação ao participar da própria comunidade, acompanhar os filhos na catequese ou receber o convite de um padre, de uma religiosa ou de outro agente pastoral.
A missão do catequista vai muito além do encontro semanal. Antes de acolher uma turma, ele precisa preparar o conteúdo, estudar a Sagrada Escritura, organizar atividades e pensar na realidade de cada catequizando.
Entre suas principais tarefas estão:
O catequista também precisa saber escutar. Muitas vezes, durante os encontros, aparecem dúvidas sobre a fé, dificuldades familiares, situações de sofrimento e questões próprias de cada idade. Ele não precisa ter todas as respostas, mas deve acolher, orientar com responsabilidade e buscar ajuda quando necessário.

Um dos desafios atuais é superar a ideia de que a catequese seja apenas um curso exigido para receber a Primeira Eucaristia ou a Crisma.
Os sacramentos são momentos fundamentais, mas a finalidade da catequese é favorecer a iniciação à vida cristã. Isso significa ajudar a pessoa a conhecer Jesus, participar da comunidade, celebrar a fé e assumir uma vida coerente com o Evangelho.
Por isso, o trabalho do catequista não termina quando acontece a celebração do sacramento. A caminhada precisa continuar na Santa Missa, nos grupos, nas pastorais, nos movimentos e nos diferentes serviços da Igreja.
Na catequese, o exemplo costuma falar mais do que muitas palavras. Não é possível ensinar a importância da oração sem cultivar uma vida de oração. Também não é possível falar sobre a Santa Missa, a caridade e a comunidade sem procurar viver essas realidades.
Isso não significa que o catequista deva ser uma pessoa perfeita. Ele também possui limitações e continua aprendendo. O que se espera é sinceridade, responsabilidade e disposição para amadurecer na fé.
O catequista ensina enquanto caminha com os catequizandos. Ele compartilha aquilo que recebeu e, ao mesmo tempo, permite que Deus continue trabalhando em sua própria vida.

A boa vontade é importante, mas precisa ser acompanhada por formação. O catequista deve conhecer a Sagrada Escritura, o Catecismo da Igreja Católica, a liturgia, os sacramentos e as orientações da Igreja para a catequese.
Além do estudo, sua formação inclui a vida espiritual. A oração pessoal, a participação na Eucaristia, o sacramento da Reconciliação e a convivência comunitária sustentam a missão.
A formação também ajuda o catequista a compreender as diferentes fases da vida, utilizar uma linguagem adequada e lidar com os novos desafios, como a cultura digital, a catequese com adultos, a inclusão e a participação das famílias.
Em 2021, o Papa Francisco instituiu oficialmente o Ministério de Catequista por meio da Carta Apostólica Antiquum Ministerium. O documento reconhece a importância antiga e permanente desse serviço para a missão evangelizadora da Igreja. Vaticano – Antiquum Ministerium
A família não pode transferir toda a responsabilidade da educação da fé para a catequese. Os pais e responsáveis são os primeiros educadores da fé e precisam participar ativamente desse processo.
Gestos simples fazem diferença: rezar em casa, participar da Missa, conversar sobre o encontro catequético e incentivar os filhos a permanecerem na comunidade. Quando família e catequese caminham juntas, o processo se torna mais sólido e significativo.
O catequista ajuda e acompanha, mas seu trabalho encontra maior força quando existe apoio dentro de casa.
O Dia Nacional dos Catequistas terá um significado especial neste ano. Entre os dias 28 e 30 de agosto de 2026, milhares de catequistas participarão da II Romaria Nacional de Catequistas, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida.
A programação contará com momentos de formação, espiritualidade, celebração e partilha de experiências. O encontro pretende fortalecer a catequese a serviço da iniciação à vida cristã nas comunidades brasileiras. CNBB – II Romaria Nacional de Catequistas
Enquanto catequistas de diversas regiões estiverem reunidos em Aparecida, as paróquias de todo o Brasil também poderão rezar por aqueles que exercem essa missão.
Neste último domingo do Mês Vocacional, a Paróquia São Judas Tadeu manifesta sua gratidão a todos os catequistas que servem em nossas comunidades.
Cada encontro preparado, cada criança acolhida, cada família acompanhada e cada ensinamento transmitido fazem parte de um serviço que muitas vezes acontece de maneira discreta, mas produz frutos importantes na vida da Igreja.
Agradecemos também às coordenações, aos auxiliares e às famílias que colaboram com a caminhada catequética. Que Deus fortaleça cada catequista e desperte novas pessoas dispostas a assumir essa missão.
Senhor Jesus,
nós vos agradecemos pela vida e pela missão
de todos os catequistas.Concedei-lhes sabedoria para ensinar,
paciência para acompanhar,
humildade para aprender
e alegria para testemunhar o Evangelho.Fortalecei aqueles que estão cansados,
abençoai suas famílias
e despertai novas vocações
para o serviço da catequese.Que cada catequista seja fiel servidor da Palavra
e ajude nossas comunidades
a crescerem na fé e no amor.Amém.
Texto: Seminarista Rivaldo Luiz Norival Domiciano